segunda-feira, julho 18, 2005

Transmissão de pensamento

Quantas vezes eu me flagrei pensando em alguém, e exatamente nesse momento essa pessoa me telefonou? Quantas vezes eu estava com uma música na cabeça, e outra pessoa me apareceu cantando justamente ela? Por que os computadores percebem quando estamos nervosos ou apressados, e travam logo nessa hora?

Acredito se tratar de um sentido presente, porém ainda não desenvolvido pela humanidade. Por se tratar de um sentido ainda não desenvolvido e, portanto, não adaptado aos nossos padrões lingüísticos, temos a sensação de algo sobrenatural, inexplicável. Inexplicável justamente porque ainda não enquadramos tal habilidade e suas conseqüências em nosso “mundo de palavras”, que é o instrumento utilizado para explicar as coisas. Historicamente, o homem tem atribuído a entes “sobrenaturais” a responsabilidade por tudo aquilo que ele não era, então, capaz de compreender racionalmente: estações do ano, eclipses, doenças, eletricidade, magnetismo, reações químicas, fogo etc..

Eu gostaria de ter mais embasamento científico para expor minha humilde hipótese, mas não tenho paciência, nem disposição, para estudar profundamente a neurociência e a física. De qualquer forma, lanço aqui minha idéia:

Se toda nossa atividade cerebral decorre de impulsos elétricos, então ela deve gerar também impulsos magnéticos (isso eu aprendi no 2º grau). Cada tipo de impulso cerebral deve provocar campos magnéticos diferenciados, conforme a emoção envolvida: medo, alegria, raiva, ansiedade etc.. O impulso magnético se propaga pelo espaço, o que permite a sua recepção, e eventual interpretação / decodificação por outras pessoas. A recepção e a interpretação são possíveis porque o campo magnético interfere nos impulsos elétricos do receptor e, conseqüentemente, no seu pensamento. Assim, estabelecer-se-ia a comunicação entre pessoas. E até mesmo com animais, ou com máquinas. Os campos magnéticos gerados por nosso cérebro devem afetar os circuitos eletrônicos de um computador, por exemplo (por isso que ele sempre trava quando estamos fazendo algo importante).

Esse tipo de comunicação talvez seja a razão por que geralmente nós nos aproximamos de pessoas parecidas conosco, mesmo antes de conhecê-las bem. Pessoas afins teriam padrões eletromagnéticos semelhantes, causando uma sensação de conforto e de empatia, o que facilitaria a compreensão mútua.

Não sei ao certo qual seria o alcance de nossos impulsos magnéticos. Entretanto, deve ser amplo, talvez quase infinito (preciso da colaboração de alguém com maiores conhecimentos de física).

Não acho necessário tentar desenvolver esse sentido a ponto de transmitirmos palavras e frases. A fala e a escrita têm sido decisivas para nossa evolução, mas na minha opinião não deveríamos nos apegar excessivamente a elas. A telepatia poderia nos ajudar a resgatar nossa afinidade instintiva, de espécie animal, para percebermos que somos, sim, todos iguais.

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