segunda-feira, julho 11, 2005

Coletânea de Conclusões da Humanidade

Quantas vezes tive de admitir que “meus pais tinham razão”... Quantas cabeçadas seriam poupadas se eu os tivesse ouvido antes...

Penso bastante, com a esperança de extrair alguma conclusão de minhas vivências e observações. Mas, além de mim e de meus pais, muita gente já o vem fazendo, e até escrevendo sobre isso. Inclusive me sinto um completo inútil quando descubro que “aquela minha grande verdade absoluta”, obtida às custas de muito sofrimento e reflexão, já vem sendo extensamente descrita por filósofos e outros angustiados desde o ano de quinhentos e tanto (pior ainda se tiver um “a.C.” depois do número...). Acredito que tais conclusões possam ser classificadas e catalogadas numa grande coletânea, e disponibilizadas através de um mecanismo parecido com o do Google.

Mas para quê saber de tudo isso? A humanidade melhoraria se as novas gerações tivessem acesso e aceitassem todo esse conhecimento acumulado? Acho que não... Aliás, duvido que sejamos capazes de aceitar passivamente esse tipo de informação. Elas só são assimiladas depois de validadas pela nossa própria experiência. Então falaremos para a geração seguinte: “Acreditem! Isso é verdade! Eu já testei e comprovei!”.

...E estaremos fazendo o mesmo que fizeram conosco.

Talvez o importante não sejam as conclusões a que chegamos, mas apenas a maneira como as obtemos.

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